O desafio da mudança na saúde

A saúde é um setor de serviços com enormes desafios na superação de complexidades, incertezas e resistências. As práticas assistenciais ainda são fundamentadas em modelos tradicionais rígidos, cujo destino previsto a curto prazo é a insustentabilidade. Custos elevados, resultados clínicos precários e baixo valor dentro de toda a rede envolvida no setor, clamam por um novo paradigma.

Há quase dois séculos que a atividade médica se mantém com uma visão míope, onde o foco sempre se mantém na doença, em detrimento da chance de ser focalizado diretamente no paciente. Este modelo é o padrão de ensino desde o princípio da formação de todos os profissionais de saúde, mantendo-se fiel durante toda uma vida profissional em todas as disciplinas, e com um elevado grau de resistência à mudança.

A sociedade nos tempos atuais se caracteriza pelo acesso universal à informação. Não há mais espaço para o homem passivo, ignorante e totalmente dependente dos médicos e demais profissionais de saúde, exigindo-se a interrupção desta dissonância. A nova realidade nos obriga a um processo de comunicação verbal e não verbal garantidor dos direitos de todos, para participarem ativamente da geração global de bem-estar físico, mental e social dentro do processo assistencial.

Para vencermos o desafio deste paradigma instalado, haverá a necessidade de estabelecer premissas básicas que envolvam atitude, foco, atenção, empatia, compaixão e adaptação a novos contextos. Basicamente desde a fase inicial haverá a obrigatoriedade de adequar o comportamento individual, coletivo e organizacional dentro de valências humanitárias. Concomitantemente deverá ser associada a inteligência artificial para que o processo de jornada do paciente passe a ser tratada em tempo real, com banco de dados extraídos de prontuários eletrônicos, gerando informações contínuas garantidoras de reversão da tendência negativa já apontada.

A estratégia está fundamentada cientificamente em todas as instâncias humanas, nas operações, na gestão, na qualidade e segurança do paciente. Mas é importante aqui compreender, que esta nova forma de abordar o binômio saúde e doença precisará desde o seu início de um modelo não linear como no Física Clássica, mas sim um modelo de gestão quântica, multifatorial, complexa e incerta. A exigência de trabalhar com fatos objetivos e não subjetividades passa a garantir um modelo sustentável, eficiente, eficaz e efetivo.

Estamos falando de Medicina Baseada em Valor, com Foco Centrado no Cidadão e na Sociedade, apoiada por ferramentas tecnológicas que possam cooperar com estas mudanças comportamentais inovadoras e muito desafiadoras.  A JME encontra-se pronta a oferecer plataformas customizadas e tecnologicamente adequadas ao enfrentamento deste enorme desafio, desenvolvendo um diagnóstico local de níveis de empatia afetiva e cognitiva pessoal e coletiva para definir padrões de reatividade interpessoal entre todos os participantes das gestões estratégica, tática e operacional da assistência.

Os resultados obtidos gerarão plano estratégico de mudança organizacional fundamentado em Humanismo e Tecnologia. A experiência do paciente em sua jornada será monitorada no modelo 24/7, com um processo de educação continuada envolvendo o cidadão, sua família, seus responsáveis, toda a equipe de saúde da instituição, para que as lacunas de informação, comunicação, monitoramento de desperdícios e riscos clínicos, desemboquem em melhoria contínua dos resultados assistenciais e financeiros neste admirável mundo novo.

“ If you want to truly understand something, try to change it”, Kurt Lewin, Psicólogo Alemão, Teoria do Campo Séculos XIX e XX

 

Dr Claudio Nunes, Consultor Médico da JME Informática